Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

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Horários

Consulte aqui os horários da Linha do Vouga.

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Cronologia

Principais marcos históricos da nossa via férrea.

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Faqs

Perguntas frequentes (faqs) ao nosso movimento.

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Publicações

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Ultrapassamos a marca dos 11 mil seguidores no Facebook


A nossa comunidade continua a crescer e já ultrapassamos a marca redonda dos 11 mil seguidores no Facebook. Esta é mais uma pequena conquista que nos permite reafirmar a importância do Movimento Cívico pela Linha do Vouga como uma das comunidades com maior capacidade e responsabilidade na promoção e divulgação da Linha do Vouga. 


Somando os seguidores de todas as nossas redes sociais, este número ultrapassa largamente os 12 mil, o que demonstra que as pessoas continuam interessadas por esta linha centenária e estão preocupadas com o seu futuro. A nossa luta já perdura há mais de 14 anos e os tempos que se avizinham esperam-se uma vez mais difíceis, desafiantes, mas com o sentimento de que o futuro da linha está salvaguardado e será mesmo modernizada. 


Queremos continuar a crescer e estamos convictos que este número poderá ser ainda maior, por isso apelamos a todos aqueles que nos acompanham para darem o seu pequeno contributo seguindo a nossa página. Todos seremos poucos, mas poucos podem fazer muito! O nosso muito obrigado a todos os que nos apoiam e seguem fielmente o nosso trabalho!


Quanto mais longe chegar a nossa mensagem, maior será a probabilidade de vencermos a luta por uma Linha do Vouga moderna e a servir cada vez melhor as populações. Por isso, se ainda não nos segue, convidamo-lo a fazê-lo pois esse pequeno contributo é para nós um grande incentivo. Fazemos ainda o apelo para que nos siga também nas nossas restantes redes sociais: 


https://linktr.ee/mclvouga


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Comboio Histórico do Vouga está de regresso para mais uma edição de Natal

Créditos da imagem: Facebook da CP

Foi no dia após a Linha do Vouga ter completado os seus 117 anos que a CP resolveu "presentear" os seus clientes e demais entusiastas com o anúncio oficial de mais uma edição natalícia do Comboio Histórico do Vouga, que este ano circulará todos os sábados e domingos, de 7 de dezembro a 4 de janeiro. 

A histórica composição voltará aos carris para mais uma jornada festiva entre Aveiro e Macinhata do Vouga, com direito às habituais visitas ao Museu Ferroviário local e ao centro da cidade de Águeda.

Comparativamente com a edição anterior, registamos nova ligeira subida do preço dos bilhetes, no entanto continuemos confiantes que esta edição voltará a ser um sucesso. A venda dos bilhetes já se encontra disponível na seguinte ligação:


domingo, 23 de novembro de 2025

Linha do Vouga completa 117 anos!

Foi há 117 anos que el rei D. Manuel II inaugurou a Linha do Vouga. A 23 de novembro de 1908, o último monarca de Portugal percorria o primeiro troço desta linha, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, naquela que é agora a última em via estreita em funcionamento no nosso país. 



Atualmente, a via férrea que liga Espinho a Aveiro pelo interior do distrito, continua a aguardar pela tão desejada requalificação, embora este ano se tenham verificado pequenos avanços a esse respeito, nomeadamente com a conclusão dos trabalhos de renovação de via do troço central, assim como com a confirmação da parte do governo de que iguais trabalhos irão avançar brevemente nos troços Feira-Espinho e Águeda-Aveiro. Ao nível de material circulante, destaque para o início dos trabalhos da reparação da caldeira da locomotiva a vapor CP E214 e para o regresso da locomotiva a diesel CP 9005 à Linha do Vouga.


Por mais 117 anos ao serviço das populações aveirenses! Muitos parabéns à Linha do Vouga e ao nosso querido Vouguinha!


sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Reativação do serviço ferroviário no troço central exige intervenção em metade das paragens

No seguimento da nossa publicação relativamente ao que a CP poderia fazer para uma imediata reativação do serviço ferroviário de passageiros no troço central da Linha do Vouga, nomeadamente a criação do comboio "MiraVouga", vimos agora apelar à gestora da infraestrutura, a Infraestruturas de Portugal, para que reúna os esforços necessários para ultrapassar o mais rápido possível os obstáculos que continuam a impedir que os comboios sirvam as populações entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga. Tal como descrevemos no nosso comunicado lançado em agosto, é do nosso entender que compete à IP fazer o seguinte:

1) Criar as condições mínimas necessárias para que seja colocado um funcionário, provisoriamente, nas passagem de nível com guarda sem automatização, nomeadamente à saída de Oliveira de Azeméis e à entrada de Albergaria-a-Velha; 

2) Colocar plataformas provisórias nas paragens que não estejam, atualmente, dotadas das condições mínimas exigidas pela operadora (a exemplo do que se fez na Linha de Leixões); 

3) Acelerar ao máximo o processo de reposição dos Aparelhos de Mudança de Via (AMV's) para que a operadora possa futuramente implementar horários mais atrativos. 

Numa análise um pouco mais minuciosa, chegamos à conclusão de que a resolução dos pontos acima referidos poderá revelar-se insuficiente, uma vez que existem estações e apeadeiros cujos padrões de segurança e acessibilidade estão muito abaixo do mínimo que o próprio bom senso exige.

Nesse sentido, e no intuíto de ajudarmos a IP a identificar os diversos problemas de forma a poder agilizar o processo para a sua resolução, apresentamos a nossa avaliação de cada uma das estações e apeadeiros do troço central:

📍 Estação de Oliveira de Azeméis


⚠️ Sala de espera: Sim (desativada)
❌ Bilheteira: Não
⚠️ Painel informativo: Sim (não eletrónico)
✔️ Sinalética: Sim
✔️ Abrigo: Sim
⚠️ WC: Sim (desativado)
✔️ Iluminação: Sim
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
✔️ Estacionamento: Sim
✔️ Cruzamentos (AMV's): Sim
✔️ Localizada adequada: Sim
 
Pontos: 9,5/12
Nota: Bom (79%) 

📍 Apeadeiro de Ul


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
⚠️ Abrigo: Sim (deficitário)
✔️ Iluminação: Sim
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
✔️ Localização adequada: Sim

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%) 

📍 Apeadeiro de Travanca/Macinhata


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
❌ Iluminação: Não 
✔️ Plataforma: Sim 
❌ Acesso pedonal: Não 
❌ Estacionamento: Não
✔️ Localização adequada: Sim

Pontos: 2/9
Nota: Mau (22%)

📍 Apeadeiro de Figueiredo


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não 
❌ Sinalética: Não 
✔️ Abrigo: Sim 
✔️ Iluminação: Sim 
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim 
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar 

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%)
 
📍 Estação do Pinheiro da Bemposta 


❌ Sala de espera: Não 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Painel informativo: Não 
❌ Abrigo: Não 
❌ WC: Não 
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
❌ Cruzamentos (AMV's): Não 
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 3,5/12
Nota: Insuficiente (29%) 

📍 Apeadeiro da Branca


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
✔️ Iluminação: Sim 
❌ Plataforma: Não 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado 
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 2,5/9
Nota: Insuficiente (28%) 

📍 Apeadeiro de Albergaria-a-Nova


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
✔️ Abrigo: Sim 
✔️ Iluminação: Sim 
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 5/9
Nota: Razoável (56%) 

📍 Apeadeiro de Urgueiras


❌ Bilheteira: Não
❌ Painel informativo: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Abrigo: Não 
✔️ Iluminação: Sim
❌ Plataforma: Não 
❌ Acesso pedonal: Não 
❌ Estacionamento: Não 
⚠️ Localização adequada: A analisar

Pontos: 1,5/9
Nota: Mau (17%) 

📍 Estação de Albergaria-a-Velha


⚠️ Sala de espera: Sim (desativada) 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
❌ Painel informativo: Não 
❌ Abrigo: Não 
⚠️ WC: Sim (desativado)
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
⚠️ Acesso pedonal: Inadequado
✔️ Estacionamento: Sim
❌ Cruzamentos (AMV's): Não 
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 5/12
Nota: Insuficiente (42%) 

📍 Estação de Sernada do Vouga


❌ Sala de espera: Não 
❌ Bilheteira: Não
❌ Sinalética: Não 
⚠️ Painel informativo: Sim (não eletrónico)
❌ Abrigo: Não 
✔️ WC: Sim
⚠️ Iluminação: Sim (deficitária)
✔️ Plataforma: Sim 
✔️ Acesso pedonal: Sim
⚠️ Estacionamento: Sim (deficitário)
✔️ Cruzamentos (AMV's): Sim
✔️ Localizada adequada: Sim

Pontos: 6,5/12
Nota: Razoável (54%) 

Legenda (intervalos e pontos de avaliação):

Bom (75-100%)
Razoável (50-74%)
Insuficiente (25-49%)
Mau (0-24%)

✔️ (1 ponto)
⚠️ (0,5 pontos)
❌ (0 pontos)

👉 Passagens de nível (com guarda e sistema manual) a intervir:

📍 Oliveira de Azeméis (PK 33,2)


📍 Albergaria-a-Velha (PK 54,2)


📍 Albergaria-a-Velha (PK 54,9)


👉 Resumo:

Total: 10 paragens (4 estações e 6 apeadeiros)

Bom: Oliveira de Azeméis 
Razoável: Ul, Figueiredo, Albergaria-a-Nova e Sernada do Vouga
Insuficiente: Pinheiro da Bemposta, Branca e Albergaria-a-Velha
Mau: Travanca/Macinhata e Urgueiras

Total positivas: 5
Total negativas: 5

👉 Considerações finais:

Para que a infraestrutura esteja efetivamente apta à reativação do serviço comercial, a IP terá de intervir o quanto antes em metade das paragens do troço central, de modo a que estas possam atingir um patamar razoável de operabilidade, sendo os casos mais urgentes os da Branca e Urgueiras, uma vez que neste momento nem de plataforma dispõem. Além disso, terá de automatizar (ou colocar um funcionário) nas três PN's com guarda identificadas (uma em Oliveira de Azeméis e duas em Albergaria-a-Velha). Em abono da verdade, convém salientar que estas intervenções não têm de ficar exclusivamente a cargo da IP, sendo por isso necessária a colaboração do poder local, nomeadamente dos municípios de Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda.


Autoria das fotos: Bruno Soares

segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Problemas de drenagem junto ao túnel de Açores

Temos sido alertados por seguidores para problemas no troço central derivado quer do mau tempo, quer de falta de manutenção, neste caso das manilhas que passam por baixo da linha, para escoamento das águas pluviais.


Aquando da execução da intervenção na via, a pessoa que nos fez chegar estas imagens, captadas junto ao túnel de Açores, inclusive terá alegadamente alertado o pessoal da empreitada de que isto poderia acontecer se não fosse devidamente acautelado durante a obra.

Esta situação é incompreensível, visto que este troço acabou de ser requalificado. Já basta não circularem comboios no serviço comercial, pelo que não vamos aceitar que se deixe esta linha voltar à degradação anterior e a pôr em risco as marchas. 

Assim sendo, vimos por este meio apelar à Infraestruturas de Portugal para que cumpra as suas obrigações no que toca à devida fiscalização e manutenção da linha.


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

'MiraVouga': uma solução para devolver o comboio ao troço central

Passaram 12 anos desde que o serviço ferroviário de passageiros foi suspenso no troço central da Linha do Vouga. Em 2013, devido ao avançado estado de degradação da infraestrutura, a velocidade máxima naquele troço já era de apenas 30km/h. 

Um descarrilamento junto ao apeadeiro de Ul, em meados de outubro desse ano, viria a ser um dos principais pretextos para CP e Refer (atual IP) limitarem as circulações à velocidade máxima de 10km/h, tornando aquele comboio no mais lento de Portugal (e provavelmente da Europa). 

O descarrilamento de uma automotora 9630 junto ao apeadeiro de Ul, a 21 de outubro de 2013, acabou por ditar a suspensão temporária do serviço ferroviário de passageiros, no troço central. Foto: Anibal Bastos

Com apenas duas circulações diárias em cada sentido, de Oliveira de Azeméis as automotoras que partiam às 10h30 e às 16h54 em direção a Sernada do Vouga, e no sentido inverso às 6h09 e 14h52, e que já demoravam uma hora e seis minutos para percorrer os cerca de 29 quilómetros, passaram a demorar cerca de três horas!

Se a contestação das populações (onde nos incluímos) e autarcas travou a intenção anunciada pelo governo, em novembro de 2011, de encerrar toda a Linha do Vouga, as mesmas forças já não foram capazes de travar a suspensão do serviço ferroviário de passageiros no seu troço central, que se consumou no final daquele fatídico mês de outubro de 2013, com o anúncio de que este seria substituído por transporte rodoviário (autocarro/táxi), porém mantendo-se aberto e à velocidade máxima de 10 km/h apenas para comboios de serviço (idas à manutenção), num cenário que perdurou ao longo de todos estes anos.

Quando já eram poucos os que acreditavam ser possível salvar aquele troço votado completamente ao abandono, eis que em fevereiro de 2024 iniciaram as tão desejadas obras de renovação, com um investimento que rondou os 6,2 milhões de euros. Em agosto deste ano, o governo e a IP anunciaram com pompa e circunstância a conclusão dessa empreitada, no entanto alegaram que apesar da infraestrutura encontrar-se agora em boas condições de circulação, ainda não permite a retoma do serviço de passageiros. 

Nesta imagem, mostramos o "antes e depois" do estado da via, junto ao local onde ocorreu o descarrilamento de 2013.


Ora, a nossa convicção é de que não há, na verdade, um bom motivo que o justifique. Nesse sentido, o objetivo desta nossa publicação não é debruçar-nos sobre o que compete fazer a cada uma das entidades responsáveis pela Linha do Vouga (IP e CP) para que o serviço de passageiros seja reposto o quanto antes, até porque já o fizemos num comunicado lançado em agosto, mas antes deixar algumas sugestões à operadora ferroviária, as quais, do nosso ponto de vista, poderiam ajudar a agilizar este processo.


Como temos vindo intensamente a alertar, um dos grandes problemas desta linha é a falta de material circulante, mas não é menos verdade que desde 2017 que a CP tem vindo a recuperar o pouco material de via estreita que resta no nosso país. E boa parte desse material até já se encontra disponível precisamente nesta linha, embora a sua utilização se tenha limitado apenas a circulações de carácter turístico. Não sendo, portanto, a falta de material circulante motivo para justificar a ausência do serviço de passageiros no troço central, do nosso ponto de vista é possível não só repor as circulações que existiam antes da sua suspensão, como é possível adicionar pelo menos mais duas em cada sentido. 

Deixamos, por isso, aqui um quadro com os horários praticados atualmente pelo serviço de substituição (táxi) e outro com a nossa sugestão para a imediata reposição do serviço ferroviário, que apesar de contemplar mais duas circulações em cada sentido, continua a não ser o ideal, mas com os reajustes que apresentamos, permitiria ter alguma atratividade. Tivemos em consideração uma redução dos tempos de viagem de uma hora e seis minutos para "apenas" 55 minutos, acreditando que será expectável um aumento da velocidade máxima de 30 para 50 km/h, à semelhança do que é praticado nos restantes troços. Uma das nossas preocupações é que os comboios que chegam tanto a Oliveira de Azeméis como a Sernada do Vouga possam ter ligação com os comboios que seguem em direção a Espinho e Aveiro, respetivamente, com o menor tempo de espera possível.

Neste quadro, mostramos os horários praticados atualmente pelo serviço rodoviário de substituição (táxi), os quais são praticamente idênticos aos que eram feitos pelo comboio antes da sua suspensão.

Neste quadro, mostramos a nossa sugestão de novos horários para a imediata reposição do serviço ferroviário, contemplando mais duas circulações em cada sentido. (*) O comboio correspondente à hora assinalada termina/inicia atualmente a sua marcha em Macinhata do Vouga, pelo que para assegurar ligação ao troço central, teria de passar a terminar/iniciar em Sernada.

Mas afinal, qual é o material circulante que poderia fazer este serviço? A resposta até poderá ser bem mais simples do que parece... Como todos sabemos, e a título de exemplo, um dos grandes sucessos da Linha do Douro é o comboio "Miradouro", constituído essencialmente pelas famosas locomotivas diesel CP 1400, dos anos 60, e pelas carruagens Schindler, dos anos 40. Ora, na Linha do Vouga é possível replicar uma composição relativamente semelhante, que poderia ser o comboio "MiraVouga", recorrendo às locomotivas diesel CP 9000, também dos anos 60, e às carruagens napolitanas, dos anos 30. 

Neste momento, em Sernada do Vouga já se encontram disponíveis as locomotivas CP 9004 e 9005, assim como duas carruagens napolitanas (17-29 004 e 37-29 006). Além disso, a CP tem mais duas carruagens napolitanas a recuperar nas suas oficinas de Contumil, assim como já terá em estado de marcha as automotoras Allan 9310 e Nohab 9103, às quais se juntam e a aguardar recuperação, respetivamente, as suas irmãs 9305 e 9102. Com este material, seria perfeitamente possível criar o tal comboio "MiraVouga", que seria responsável pela maioria das circulações no troço central, sendo que as restantes seriam feitas através da rotação das automotoras 9630, as quais são responsáveis pelo serviço nos restantes troços.


Como é óbvio, esta solução seria temporária e de transição para o novo material circulante que se espera que chegue com urgência a esta linha, mas enquanto isso não acontece, a criação do comboio "MiraVouga" permitiria, além da injeção de mais material na rede com relativa rapidez, a reabertura e melhoria do serviço, que apesar de continuar a não ser o ideal, já seria melhor que nada. Na elaboração da nossa sugestão para a nova tabela de horários, para além da existência de ligações com os comboios que seguem para Aveiro e Espinho com tempos de espera aceitáveis, tivemos em conta que estes possam servir essencialmente quem procura deslocações de e para o trabalho ou escola.


Além disso, para evitar, ou minimizar, que o material histórico afeto ao "MiraVouga" seja vandalizado, este terá sempre de iniciar e terminar as suas marchas em Sernada do Vouga, para que ali possa ficar resguardado durante a noite. É, portanto, a hora de apontar a mira a esta solução e devolver o Vouga ao troço central. Não queremos mais desculpas, queremos o serviço ferroviário de volta. Queremos o comboio "MiraVouga"!

Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

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