Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

A Linha do Vouga Propostas e Reivindicações

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Publicações

terça-feira, 26 de maio de 2026

Encerramento de passagem de nível em Silvalde: um sintoma de abandono político!

No passado dia 14 de maio, a Infraestruturas de Portugal (IP) encerrou de surpresa, a meio da noite, e alegadamente sem aviso prévio, a passagem de nível (PN) da Rua Nova dos Loureiros, em Silvalde. 

Colocaram barreiras de betão e geraram o caos na mobilidade local. A legítima indignação popular levou a protestos na linha que chegaram mesmo a forçar a paragem de uma automotora. O MCLV partilha da revolta, mas deixa um alerta vital: o comboio não é o inimigo! Hostilizar o serviço ferroviário é dar argumentos a quem nos quer fechar a Linha. O verdadeiro culpado é o desinvestimento crónico do Governo e da IP.


A Resposta da IP ao MCLV: Desculpas Legais e uma Contradição Absurda

Em resposta direta ao nosso movimento, a IP justificou o encerramento com o Decreto-Lei n.º 568/99, após o registo de dois acidentes em seis meses. Alegam que a prioridade é "salvaguardar vidas" e que os moradores têm alternativas automatizadas a menos de 700 metros.


Mas a grande contradição surge quando confrontados com o Plano de Reabilitação da Linha do Vouga: a IP afirmou diretamente ao MCLV desconhecer qualquer decisão para a automatização das PN sem guarda, apelidando a existência desse plano de "equívoco". Como é possível a empresa que gere a infraestrutura nacional alegar desconhecimento sobre os planos de modernização técnica divulgados para a própria linha?


Um Padrão que Ameaça Todo o Vouguinha

Silvalde não é um caso isolado, é um teste de balão de ensaio:


* São Paio de Oleiros: Numa reunião a 13 de março, a IP admitiu à Junta local que a estratégia nacional passa pelo encerramento de passagens.


* Águeda: O presidente da CM Águeda, Jorge Almeida, confirmou à Antena 1 a intenção da IP de suprimir todas as PN sem guarda.


O ano de 2025 fica marcado pelo desinvestimento ferroviário. Fonte: FB de José Carlos Barbosa

* O Desinvestimento de 2025: Os dados provam que 2025 foi marcado pelo desinvestimento ferroviário. O resultado? Só no último verão, fomos confrontados com a supressão de 92 comboios na Linha do Vouga por degradação da via e avarias. Quando a infraestrutura falha por falta de verbas, a solução da IP é amputar a mobilidade das populações.


Espinho Exige Alternativas e Arranca Compromisso

Autoria das fotos: Defesa de Espinho

Perante a pressão dos moradores e da autarquia, a Câmara Municipal de Espinho promoveu uma reunião de trabalho com a IP. Face aos graves constrangimentos criados, o Município exigiu soluções imediatas e obteve a promessa da IP para estabelecer um protocolo que analise soluções alternativas para mitigar o isolamento de Silvalde.


O MCLV vai acompanhar este processo com total firmeza. Não aceitaremos que a Linha do Vouga seja gerida à base de blocos de betão e desculpas burocráticas. A segurança faz-se investindo em tecnologia e proximidade, nunca promovendo o isolamento regional.


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga EXIGE:


✅ Que a IP assuma com transparência os planos de modernização e automatização tecnológica da Linha;

✅ Que não haja mais encerramentos cegos sem que as soluções alternativas estejam desenhadas, orçamentadas e aprovadas pelas autarquias;

✅ O fim imediato da política de desinvestimento que degrada o nosso "Vouguinha".

Isto não é estratégia nacional. Isto é abandono político!


Plano IP: https://www.infraestruturasdeportugal.pt/pt-pt/principais-investimentos/plano-de-reabilitacao-da-linha-do-vouga


Reunião entre Junta de São Paio de Oleiros e IP: https://www.facebook.com/share/p/1GnNqZYgSH/


Reunião entre Município de Espinho e IP: https://www.defesadeespinho.pt/4500/4500-espinho/municipio-exige-alternativas-para-a-travessia-da-linha-na-rua-nova-dos-loureiros/


Vídeo da manifestação na PN de Silvalde: https://www.facebook.com/share/v/1E7JZvAnst/


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Adjudicada a empreitada para a renovação do troço Aveiro – Águeda


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga informa que a Infraestruturas de Portugal (IP) adjudicou recentemente a empreitada de Renovação Integral de Via (RIV) para o troço da Linha do Vouga entre Aveiro e Águeda. A obra foi entregue à empresa Fergrupo – Construções Técnicas Ferroviárias, S.A., pelo valor de 6,75 milhões de euros.

Esta intervenção era aguardada com expectativa, tendo o concurso público sido lançado com um preço base de 7,75 milhões de euros. A proposta vencedora permitirá avançar com os trabalhos no último troço que restava intervir nesta ligação vital para a região.

Manutenção pesada para garantir o futuro

É importante clarificar que esta empreitada se trata de uma Renovação Integral de Via e não de uma modernização profunda (que envolveria outras valências como a eletrificação). O foco é a substituição total dos componentes da superestrutura da via: carris, travessas e balastro. Com este investimento, os principais benefícios serão:

* Eliminação de restrições: O fim das limitações de velocidade que atualmente condicionam o tempo de percurso;

* Segurança e Conforto: Melhoria significativa na estabilidade da circulação e na segurança ferroviária;

* Redução de custos de manutenção: Uma via renovada diminui a necessidade de intervenções pontuais de emergência.

Foi há 11 anos que decorreu a primeira intervenção no troço sul, entre Sernada do Vouga e Águeda. Fotos: Bruno Soares

O Movimento Cívico congratula-se com este passo, mas reforça que a sua missão continua. Manteremos o acompanhamento atento dos prazos de execução para garantir que este investimento de 6,75 milhões de euros se traduza, o mais brevemente possível, numa melhoria real para todos os que utilizam diariamente o "Vouguinha".


terça-feira, 5 de maio de 2026

Obras na Linha do Vouga: 1,6 km de Via Renovada entre Vila da Feira e o Cavaco

A renovação integral da Linha do Vouga continua a progredir a bom ritmo. 

No seguimento do nosso acompanhamento das obras no troço Espinho – Vila da Feira, verificamos que os trabalhos, que tiveram início junto à Estação de Vila da Feira (PK 19,4), já cobriram uma distância de 1,6 quilómetros. As equipas técnicas já ultrapassaram o Apeadeiro de Sanfins e a frente de trabalho encontra-se atualmente no PK 17,8, aproximando-se a passos largos do Apeadeiro do Cavaco. 

Este progresso pode ser observado na galeria de imagens que acompanha este artigo, com registos captados pela nossa equipa entre o início do mês de abril e o início do presente mês de maio, documentando a evolução técnica no terreno.

Um Investimento de 7,5 Milhões de Euros

Tal como avançado recentemente pelas Infraestruturas de Portugal, esta intervenção representa um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros. O projeto não se limita à substituição de carris; trata-se de uma renovação profunda que inclui:

* Substituição integral da superestrutura da via: Novos carris, travessas e fixações;

* Ataque mecânico pesado: Garantindo o correto nivelamento e estabilidade do balastro;

* Melhoria em Estações: Intervenções previstas em Espinho-Vouga e Paços de Brandão;

* Segurança: Renovação de passagens de nível e sistemas de drenagem.

O que se segue?

O MCLV continuará vigilante e presente, quilómetro a quilómetro. Relembramos que, além deste troço, está previsto para este ano o início da reabilitação entre Águeda e Aveiro, aproximando-nos cada vez mais do objetivo de ter uma Linha do Vouga totalmente renovada e funcional de ponta a ponta.

Galeria de imagens



📸 Autoria das fotos: Mário Pereira e Vitor Gomes

 

terça-feira, 28 de abril de 2026

Do Vouga para a Provença: A 'nossa' E211 é estrela em França!


No mais recente episódio do podcast Sobre Carris, o jornalista Diogo Ferreira Nunes partilha a sua experiência a bordo do famoso Train des Pignes. O grande destaque da viagem? A locomotiva a vapor CP E211.


Uma embaixadora da nossa linha

Esta locomotiva centenária, que durante décadas serviu as populações nas Linhas do Vouga e do Corgo, é hoje o coração de um dos comboios turísticos mais emblemáticos da Europa.


Locomotiva CP E211 em Espinho, em 1974.

* Irmã de "sangue": A E211 é "irmã" da "nossa" E214, a locomotiva a vapor que serve no Comboio Histórico do Vouga.


* Património Vivo: Enquanto em França a nossa tecnologia dos inícios do século XX é celebrada como um motor de turismo e desenvolvimento regional, aqui o Movimento Cívico pela Linha do Vouga continua a lutar para que este potencial seja plenamente aproveitado em toda a extensão da Linha do Vouga.


Ouve o Podcast

Neste episódio, discute-se o contraste entre a propaganda e a realidade da oferta ferroviária, mas também o brilho deste património que atravessa fronteiras.


🎧 Ouve aqui (a partir do minuto 17:15): 



A CP E211 agora ao serviço do Train des Pignes, na Provença, França.

Ver a E211 a brilhar em França é um orgulho, mas reforça a nossa convicção: a Linha do Vouga merece o mesmo investimento, carinho e visão estratégica para o futuro!


sexta-feira, 17 de abril de 2026

MCLV assistiu à conferência 'Viajar no Tempo entre o Vouga e o Dão'


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga assistiu à Conferência Internacional sobre Turismo Industrial e Ferroviário "Viajar no Tempo entre o Vouga e o Dão", que decorreu no Museu Nacional Ferroviário, no Entroncamento. 

A nossa presença permitiu acompanhar de perto as estratégias para o setor e levar as preocupações e ambições da região ao centro do debate nacional.

Estratégia Local: Preservar para Potenciar

Um dos momentos de maior relevo do primeiro painel foi a intervenção de Carlos Oliveira, Presidente da Câmara de Vouzela. O autarca, ao partilhar o atual exercício de valorização do património com os parceiros presentes, sublinhou que as ações de preservação de canais e obras de arte em curso são passos fundamentais, mas que o passo seguinte poderia passar pela devolução do comboio à região.

Esta visão estratégica foi reforçada no debate moderado pelo jornalista Diogo Ferreira Nunes, onde os autarcas presentes garantiram que as intervenções atuais não pretendem "fechar portas" a um eventual regresso dos carris. Para o nosso movimento, esta salvaguarda é vital para garantir que a infraestrutura mantém a sua aptidão ferroviária para o futuro.

O Peso do Turismo Ferroviário na Europa

A conferência trouxe também uma perspetiva global sobre o mercado em que a Linha do Vouga se insere. Jordi Sasplugas, diretor do Museu del Ferrocarril de Móra la Nova, revelou um dado de enorme impacto: estima-se que existam 27 milhões de turistas ferroviários na Europa.

Estes números validam a importância de uma gestão profissional e ambiciosa do património do Vouga, confirmando que existe um público vasto e interessado em experiências ferroviárias autênticas.

As Novidades da CP e a Reparação da E214

O Presidente da CP, Pedro Moreira, partilhou dados animadores sobre o sucesso do Comboio Histórico do Vouga e atualizou o ponto de situação de projetos em curso:

* Locomotiva a Vapor E214: A sua recuperação integral deverá estar finalizada entre o final deste ano e o primeiro semestre de 2027.

* Novos Produtos Turísticos: Foi revelado que a CP está a desenvolver dois novos produtos turísticos. Embora os detalhes ainda não sejam conhecidos, o Movimento Cívico mantém a expectativa de que o sucesso da Linha do Vouga possa servir de base ou inspiração para estas novas ofertas.

Conclusão

O acompanhamento desta conferência reforçou a convicção de que o trabalho do nosso Movimento Cívico é fundamental para manter a Linha do Vouga na agenda política e económica. Entre a visão estratégica dos autarcas e os planos da operadora nacional, continuaremos a acompanhar cada passo para assegurar que a valorização da nossa linha seja feita com rigor e ambição.
 

Galeria de imagens



Autoria das fotos: Bruno Soares

terça-feira, 14 de abril de 2026

Um exemplo para o futuro do Vouga

Duas composições FGV série 4000 afetas ao TRAM de Alicante cruzam-se na paragem de Sangueta

O MCLV realizou uma visita "técnica" ao traçado do histórico El Trenet de la Marina, em Alicante (Espanha), para demonstrar como a bitola métrica moderna se integra harmoniosamente no tecido urbano, provando ser o modelo ideal para uma Linha do Vouga renovada e prolongada no centro das cidades de Espinho e Aveiro. 


O exemplo deste corredor centenário convertido em sistema moderno valida a nossa defesa de que a via estreita permite uma mobilidade ligeira e estética, perfeitamente compatível com a vivência das nossas cidades.



Relembramos a nossa publicação a propósito das automotoras MAN 2500, que deixaram de servir, no ano passado, nesta linha e que poderiam ajudar a resolver o problema da falta de material circulante na Linha do Vouga:


https://www.mclv.org/2025/02/material-circulante-que-linha-do-vouga.html


Anos
A idade da Linha do Vouga
98 Quilómetros
Via férrea ativa entre Espinho e Aveiro
610000 Passageiros
Média anual na Linha do Vouga

Galeria

Material circulante
Diesel
Material circulante
Vapor
Obras de arte
Estações, apeadeiros, pontes...
Outras linhas
Tua, Corgo, Tâmega...

Contacto

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Localização:

Espinho, Feira, SJ. Madeira e Ol. Azeméis

Disponibilidade:

Segunda a sexta entre as 17h30 e 22h30

E-mail:

valedvouga@gmail.com