A publicação de ontem sobre o "Protocolo Histórico" no "novo apeadeiro" da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha foi, como muitos de vós rapidamente perceberam, a nossa mentira de 1 de abril. Infelizmente, as notícias de horários alargados, frequências de hora a hora e a reposição da exploração comercial do troço central ainda não são uma realidade.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
A publicação de ontem sobre o "Protocolo Histórico" no "novo apeadeiro" da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha foi, como muitos de vós rapidamente perceberam, a nossa mentira de 1 de abril. Infelizmente, as notícias de horários alargados, frequências de hora a hora e a reposição da exploração comercial do troço central ainda não são uma realidade.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
O que será acordado?
* Serviço de Hora a Hora: Garantia de frequências regulares e previsíveis para todos os utilizadores.
* Horários Alargados: Operação comercial entre as 06h00 e as 00h00, servindo finalmente os trabalhadores e estudantes da região.
* Proximidade às Empresas: Relocalização estratégica de apeadeiros para servir diretamente as principais Zonas Industriais do eixo do Vouga.
O Troço Central e o Turismo
Será confirmado ainda que estará para breve o anúncio da data oficial da reabertura da exploração comercial ferroviária no troço central. Além do serviço regular de passageiros, o protocolo prevê o reforço da exploração turística através do icónico Comboio Histórico do Vouga, potenciando o património ferroviário único da nossa região.
Foto: Novo apeadeiro da Zona Industrial de Albergaria-a-Velha
sábado, 28 de março de 2026
No entanto, este momento de celebração deve servir também para a reflexão e para a correção de erros históricos. É imperativo que, no âmbito desta requalificação, seja corrigido o erro grosseiro cometido há 11 anos: o isolamento físico do museu em relação à rede ferroviária ativa. Um museu ferroviário não pode ser uma "ilha"; ele deve estar ligado aos carris, permitindo que o material circulante entre e saia, e que comboios históricos possam voltar a ligar o passado ao presente de forma dinâmica.
• Conectividade: Que se reestabeleça a ligação direta entre as linhas do museu e a Linha do Vouga.
• União Regional: Que os restantes municípios servidos pela "Vouguinha" sigam o exemplo de Águeda e saibam aproveitar o enorme potencial turístico e museológico desta linha.
• Estratégia Comum: O Vouga não é apenas transporte; é cultura, paisagem e identidade. Precisamos de uma promoção conjunta que transforme toda a linha num museu vivo e num motor de desenvolvimento regional.
A obra arrancou em Macinhata, mas o caminho para a revitalização total da Linha do Vouga ainda agora começou!
🔍 Notícia completa: https://www.cm-agueda.pt/viver/comunicacao/noticias-agueda/noticia/obras-de-ampliacao-do-museu-ferroviario-de-macinhata-do-vouga-ja-arrancaram
📸 Fotos: Município de Águeda
sexta-feira, 27 de março de 2026
O Ministro Castro Almeida, com a pasta da Economia e Coesão Territorial, tem defendido, em diversos artigos de opinião, que a adoção da bitola ibérica, para uma ligação direta ao Porto, permitiria reduzir o tempo de percurso entre São João da Madeira e Espinho para 28 minutos. Contudo, as nossas projeções levantam sérias dúvidas sobre a exequibilidade deste tempo de viagem, a menos que se proceda à eliminação de apeadeiros essenciais às populações.
É, por isso, deplorável constatar que o mesmo Ministro que tanto insistiu nesta tese na imprensa regional, tenha optado pelo silêncio quando confrontado pelo deputado José Carlos Barbosa sobre os problemas reais e urgentes da Linha. Este silêncio é revelador: continua-se a alimentar a "ilusão da bitola" enquanto se negligenciam os problemas quotidianos dos utentes. Reiteramos a necessidade urgente de reforço de material circulante para a Linha do Vouga. Não aceitaremos menos do que a igualdade de tratamento face ao resto do país.
Pelo Futuro da Linha do Vouga!
terça-feira, 24 de março de 2026
👉 O que nos indigna:
• Gestão de Conveniência: A CP admite preferir suprimir comboios no Vouga para não afetar as linhas do Grande Porto. Somos passageiros de segunda?
• Obsolescência Programada: É inaceitável que a circulação dependa de dispositivos (PDA) descontinuados e de um sistema operativo "pré-histórico".
• O "Desperdício" de 6,2 Milhões: Gastaram-se milhões no troço central para agora circularem apenas "comboios fantasma" vazios, enquanto os passageiros continuam a ser transportados em táxis desde 2013.
• Falta de Visão: O Plano Estratégico da CP até 2032 ignora totalmente esta linha. Se não há material circulante novo nem estações dignas, como querem atrair passageiros?
O nosso levantamento exaustivo às 10 paragens entre Oliveira de Azeméis e Sernada do Vouga já provou que a infraestrutura é precária. Não aceitamos a desculpa do Secretário de Estado Hugo Espírito Santo de que as obras serviram apenas para os comboios "não caírem". Exigimos uma linha que sirva para circular com dignidade!
👉 Exigimos:
1) Instalação imediata dos AMV (agulhas) comprados em 2024;
2) Substituição integral do sistema de sinalização;
3) Um plano sério de renovação da frota de automotoras.
A Linha do Vouga tem futuro, basta que não a deixem morrer por falta de vontade!
🔍 Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/03/23/local/noticia/avarias-falta-revisores-pda-dois-meses-cp-suprimiu-97-comboios-linha-vouga-2168570
terça-feira, 17 de março de 2026
Com realização de Sílvia Camarinha e produção da Farol de Ideias, este episódio intitulado "Comboio: Uma Viagem de Memórias" faz um retrato sensível e tecnicamente irrepreensível da potencialidade turística da Linha do Vouga. As imagens captadas mostram não apenas a beleza das paisagens que o histórico "Vouguinha" atravessa entre Aveiro e Macinhata do Vouga, mas também o valor inestimável do património ferroviário que o Movimento Cívico pela Linha do Vouga defende diariamente.
Convidamos todos os entusiastas e defensores da ferrovia a assistir e a partilhar este excelente conteúdo de serviço público.








