O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) aceitou o convite da Concelhia da JS de Santa Maria da Feira para integrar a "Mesa Redonda" sobre o destino da nossa linha ferroviária. O evento terá lugar no próximo dia 21 de fevereiro, às 17 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São João de Ver.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) aceitou o convite da Concelhia da JS de Santa Maria da Feira para integrar a "Mesa Redonda" sobre o destino da nossa linha ferroviária. O evento terá lugar no próximo dia 21 de fevereiro, às 17 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de São João de Ver.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
O Movimento Cívico pela Linha do Vouga (MCLV) vem, por este meio, manifestar o seu mais profundo repúdio perante as supressões de comboios ocorridas hoje, 13 de fevereiro de 2026.
Este comunicado surge na sequência da notícia hoje avançada pelo jornal Público, que denuncia a paragem de composições devido à falta de equipamentos PDA (Personal Digital Assistant) para as equipas de bordo.
É inadmissível que a mobilidade de milhares de cidadãos entre Aveiro e Espinho possa ser sequestrada por uma falha logística tão elementar e evitável. Este episódio, confirmado pela comunicação social, é o reflexo de um problema estrutural que o MCLV urge denunciar:
• Negligência Operacional da CP: Ainda que acautelando serviço rodoviário de substituição, é injustificável que uma operadora nacional suprima serviços ferroviários por incapacidade de fornecer material de apoio básico aos seus trabalhadores. Tratar os passageiros desta linha como utentes de segunda categoria, cancelando comboios por falhas administrativas, é um desrespeito gritante por quem trabalha e estuda.
• Falta de know-how e Inércia da IP: A paragem do serviço por falta de dispositivos móveis revela a fragilidade de uma infraestrutura que a Infraestruturas de Portugal (IP) mantém tecnologicamente obsoleta. A falta de investimento e de competência técnica para modernizar os sistemas de apoio à exploração deixa a operação ferroviária refém de meios manuais e precários.
Não aceitaremos que o "Vouguinha" continue a ser vítima de um desinvestimento crónico e de uma gestão de braços cruzados. O direito ao transporte público é fundamental e não pode estar dependente de falhas de planeamento que revelam um profundo desprezo pela nossa região.
Face ao exposto, o MCLV exige:
1) Um esclarecimento público imediato por parte das administrações da CP e da IP, bem como do Ministério das Infraestruturas, sobre as falhas reportadas pelo jornal Público;
2) A criação urgente de um plano de ação com o objetivo de terminar com a supressão de circulações e a garantia de meios de substituição sempre que a logística interna falhe;
3) Um plano de modernização tecnológica sério, que dote a linha de sistemas de comunicação e sinalização que não fiquem paralisados por falta de equipamentos portáteis.
A nossa paciência esgotou-se. Manteremos a nossa vigilância ativa e não abdicaremos de exigir o respeito e o serviço de qualidade a que as populações do distrito de Aveiro têm direito.
Movimento Cívico pela Linha do Vouga, 13 de fevereiro de 2026
Notícia do jornal Público: https://www.publico.pt/2026/02/13/local/noticia/comboios-suprimidos-linha-vouga-falta-pda-2164758
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Celebramos 3 anos e o nosso 15.º episódio com convidados de luxo!
Neste especial de Natal, reunimos algumas vozes que marcam a ferrovia em Portugal para uma retrospectiva de 2025 e um olhar sobre o futuro.
Além da habitual mensagem natalícia da equipa do MCLV, convidámos três figuras incontornáveis, desde a política ao ativismo ferroviário nacional, para partilharem a sua visão: o "Caçador de Locomotivas" Ricardo Grilo, o "Senhor Via Estreita" Daniel Conde e o "pai de um Plano Ferroviário para Portugal" Frederico Francisco brindam-nos com as suas sábias palavras, onde mostram as perspectivas e os desafios para o novo ano que se avizinha.
Um episódio de balanço, estratégia e, acima de tudo, de paixão pelos carris da "nossa" Linha do Vouga.
domingo, 21 de dezembro de 2025
Pela Bitola Estreita, uma Ambição Larga!
Lutamos pela Linha do Vouga!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
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| Durante o período em que Nuno Freitas esteve na presidência da CP, este era o aspeto habitual das automotoras, onde a empresa terá eliminado os grafitis em 99,5% do seu material circulante, em 2022. |
A Linha do Vouga e o seu comboio, carinhosamente apelidado de "Vouguinha", é muito mais do que um simples trajeto ferroviário de via métrica no distrito de Aveiro; é um património histórico e um elo de coesão territorial.
A Degradação Visual e Estrutural
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| Este é o aspeto atual das automotoras UDD 9630 que fazem o serviço comercial de passageiros. Nota: para evitar a promoção do vandalismo, os grafitis da imagem foram alterados por IA. |
Consequências para a Linha e para a Comunidade
O Apelo Cívico e a Necessidade de Ação
quarta-feira, 3 de dezembro de 2025
Há dez anos, entrevistámos aquele que consideramos como um dos maiores entusiastas do caminho de ferro, e principalmente da Linha do Vouga, Ricardo Grilo. Hoje, sugerimos a leitura do seu mais recente livro: o "Caçador de Locomotivas".
Profusamente ilustrado com fotos originais, este livro, que apresenta logo na capa a locomotiva a vapor CP E97 que se encontra resguardada em Sernada do Vouga, tem um grande enfoque nas linhas de via estreita em Portugal e Espanha, com particular atenção à Linha do Vouga, por ser uma das favoritas do autor que, nos anos 1980 e 90, percorreu todas as linhas portuguesas em busca de uma época que então acabava.
O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe.
Ao complexo do Vouga são dedicados três capítulos, sendo um primeiro designado “Almoço no Vouga” a descrever um episódio passado com o autor em 1970, quando descobriu as automotoras a gasolina ME50; outro a referir o Ramal de Espinho denominado “Os comboios do Mar Azul”, e por fim, um final intitulado “Requiem pelo Vouga” que descreve diversos aspetos da linha, apresentando diversas fotos, incluindo algumas realizadas na semana antes do encerramento do troço Sernada a Viseu, em 1990.
O livro com 218 páginas, 260 fotografias originais a cores e 15 perfis é um álbum de histórias e imagens coloridas de um país e de uma ferrovia que na sua maioria já não existe. Foi escrito numa linguagem tecnicamente correta, mas acessível aos não-iniciados no tema de modo a poder ser interessante para todos os leitores e não apenas para especialistas.
Pode ser adquirido diretamente ao autor/editor (é o mesmo) ou em locais de venda selecionados de norte a sul do país que podem ser encontrados na imagem abaixo.
Para aguçar o apetite pela leitura, partilhamos aqui novamente a entrevista que Ricardo Grilo nos concedeu em 2015 (clique sobre o texto).







