Movimento Cívico pela Linha do Vouga

"Estamos na luta pela Linha do Vouga. Todos nós sonhamos com algo e todos nós ambicionamos algo. Aquilo com que sonhamos e com que ambicionamos é que a via estreita tenha um futuro e não um fim. Queremos que preservem a última linha de via estreita do país, que a renovem, que lhe "limpem a cara". Não queremos que a eliminem pois faz parte da nossa história. Queremos que os nossos filhos, netos e bisnetos, possam, no futuro, desfrutar das mesmas aventuras que todos nós (ainda) podemos desfrutar. A história da Linha do Vouga é algo que tem de ser preservado, pois um país que não preserve a sua história, não é um país. A via tem um potencial turístico enorme, assim como uma afluência de passageiros que consideramos sustentável caso a oferta de comboios seja melhorada. Em Espanha, encontram-se alguns exemplos de como a via estreita pode ser rentável no século XXI, basta para isso algum dinamismo e vontade política para que isso aconteça de igual modo em Portugal."

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domingo, 22 de setembro de 2024

Linha do Vouga não escapou ilesa à força das chamas

As maioria das travessas ficaram carbonizadas na zona da rampa de Albergaria-a-Velha. Foto: Mário Pereira

O Movimento Cívico pela Linha do Vouga deslocou-se a Albergaria-a-Velha e Sernada do Vouga para verificar o estado de conservação da linha, após os terríveis incêndios que devastaram aquelas localidades ao longo desta semana. É necessária uma intervenção urgente.

Infelizmente, as notícias que trazemos não são as melhores já que, se a norte de Albergaria-a-Velha a linha escapou praticamente ilesa, o mesmo já não podemos dizer da zona sul, já próximo de Sernada do Vouga, onde a linha está claramente inoperacional, dada a quantidade de travessas que ficaram carbonizadas pela força das chamas. 

Na zona a norte de Albergaria-a-Velha, os danos na linha foram menos significativos. Foto: Mário Pereira

Entretanto, fomos alertados por um dos nossos seguidores, que mora perto do túnel de Açores, para um cenário ainda mais preocupante, já que as altas temperaturas que ali se fizeram sentir provocaram torções nos carris e consequente deslocamento da linha.

As altas temperaturas provocadas pelas chamas torceram os carris e a linha saiu do sítio junto ao túnel de Açores. Fotos: Carlos Vidal


O MCLV agradece publicamente aos bombeiros que combateram estes incêndios com toda a sua coragem e valentia. Segue também o nosso apelo ao Ministério das Infraestruturas e Habitação para que reúna os esforços necessários para que o troço da linha afetado possa ser reaberto com a maior brevidade possível.

MCLV, 22 de setembro de 2024

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Comprimento das plataformas impede o reforço da oferta no troço norte


O Movimento Cívico pela Linha do Vouga contactou a CP devido a queixas que alguns utilizadores da linha nos fizeram chegar devido a episódios de sobrelotação dos comboios no troço norte (Espinho-Oliveira de Azeméis), algo que já vem sendo habitual nesta altura do ano em que há uma elevada procura, principalmente por causa das idas à praia de Espinho. O problema acentua-se ainda mais às segundas-feiras, já que é o dia de feira naquela localidade. 


Fontes ligadas à CP já assumiram num passado recente que há material circulante identificado em Espanha e na Grécia para ser alugado, pelo que as nossas questões centraram-se na tentativa de apurar se a operadora tinha solicitado autorização ao Governo para proceder à aquisição desse mesmo material e quais os motivos para as composições não estarem a circular em unidades múltiplas com vista ao reforço da oferta. 


Sem responder à primeira questão, a CP afirmou apenas que é do seu "conhecimento a tradição das populações da região utilizarem o comboio para chegar às praias de Espinho", mas que após uma análise quanto à possibilidade em reforçar os comboios regulares, terá concluído não ser "viável realizar esse reforço devido a questões operacionais relativas à infraestrutura ferroviária e que colocam em causa a segurança dos passageiros no embarque e desembarque, designadamente as relacionadas com o comprimento das plataformas". 


Ora, uma vez mais, verificamos uma desarticulação entre a roda e o carril, com a operadora ferroviária a remeter responsabilidades para a gestora da infraestrutura, nomeadamente, a Infraestruturas de Portugal. Concluímos assim que, ao contrário de anos anteriores, as automotoras não têm circulado em "múltipla" devido às plataformas serem demasiado curtas, isto é, não têm comprimento suficiente que permita o embarque e desembarque de passageiros com total segurança. 


Exemplo de uma circulação em unidade múltipla aquando das comemorações do centenário da Linha do Vouga.

Estamos cansados destes constantes empurrões de responsabilidades entre entidades cujo dono é o mesmo: o Estado Português. Muito honestamente, temos algumas dúvidas quanto à justificação apresentada pela CP,  visto que quem conhece o historial da linha, rapidamente conclui que antigamente as plataformas tinham o mesmo comprimento e as automotoras que circulavam em múltipla avançavam e/ou recuavam para deixar entrar e sair todos os passageiros junto da plataforma. De resto, este tipo de procedimento ainda há bem pouco tempo se verificou na Linha do Minho. 


Deste modo, sobretudo em nome das populações deste troço que serve os concelhos de Espinho, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Oliveira de Azeméis, apelamos para que se cumpra o direito ao Transporte, previsto na Constituição da República Portuguesa, com o urgente reforço da frota de material circulante, com o aluguer das composições identificadas e que se proceda aos trabalhos necessários para que as plataformas tenham as dimensões que permitam a circulação de unidades múltiplas dentro das normas de segurança.



CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 

Artigo 65.º

Habitação e urbanismo

2. Para assegurar o direito à habitação, incumbe ao Estado:

a) Programar e executar uma política de habitação inserida em planos de ordenamento geral do território e apoiada em planos de urbanização que garantam a existência de uma rede adequada de transportes e de equipamento social.


MCLV, 12 de setembro de 2024

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Troço central atingiu os 9 quilómetros renovados


Os trabalhos de renovação integral de via do troço central da Linha do Vouga decorrem há cerca de quatro meses e meio e contam-se já nove quilómetros intervencionados, entre Oliveira deAzeméis (PK 33.4) e Pinheiro da Bemposta (PK 42.5).


As imagens que aqui partilhamos foram captadas no decorrer do mês de agosto, no trajeto compreendido entre os PK's 40 e 42.5, ou seja, entre Besteiros - Travanca e Pinheiro da Bemposta. Como se pode observar, a via foi totalmente renovada com substituição integral de carris, travessas e balastro. Alertamos uma vez mais para o facto de que apesar de intervencionada, a via não se encontra ainda finalizada, uma vez que faltam executar os trabalhos de ataque mecânico pesado. 

Relembramos, também, que as obras do troço em questão tiveram início em meados do mês de abril e preveem a intervenção nos seus 29 quilómetros, com um prazo de execução de um ano, estando a cargo da empresa Mota-Engil Railway Engeneering SA e da subcontratada Socicarril. Os trabalhos têm decorrido em período diurno, sendo que esporadicamente se verificam também em período noturno.

Galeria de imagens


Autoria das fotos: Bruno Soares e Vítor Gomes

MCLV, 10 de setembro de 2024

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Motivos para modernizar a Linha do Vouga mantendo a bitola métrica


Para garantir uma modernização realista, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista financeiro, é fundamental que se mantenha a bitola métrica na Linha do Vouga. Neste vídeo, o MCLV desloca-se a vários pontos da linha para mostrar e explicar alguns do motivos que nos levam a defender esta tese.



MCLV, 6 de setembro de 2024

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Que a solução seja a reposição da interface!

O MCLV teve anteontem conhecimento através dos meios de comunicação social de que os autarcas da AMP voltaram a reunir com o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, com vista, entre outros assuntos, a discutirem uma vez mais o futuro da Linha do Vouga. 


Até 2005, a Linha do Vouga terminava lado a lado com a Linha do Norte. Com o enterramento da estação de Espinho, este interface deixou de existir.

Segundo as notícias, o "Governo está a estudar a possibilidade de ligar a Linha do Vouga à Linha do Norte", no entanto não foi revelada qual a solução, já que o ministro terá afirmado que "não há soluções fechadas nem detalhadas para essa ligação". 


Embora seja positivo o facto de aparentemente a atual tutela estar empenhada em resolver este dossier, não deixa de ser com alguma preocupação e apreensão que verificamos tais afirmações, já que não existindo uma solução fechada e apesar de todos os nossos alertas, isto pode muito bem significar que o assunto da mudança da bitola continua em cima da mesa.

 

Em 2021, a IP apresentou uma solução para a reposição da interface, que consiste no prolongamento da linha em estilo de metro de superfície até junto da estação de Espinho.

Convém relembrar que para além dos mais diversos constrangimentos que tornam uma mudança de bitola praticamente impossível, existe um parecer de impacte ambiental desfavorável para uma ligação direta da Linha do Vouga à Linha do Norte na zona de Silvalde, além de que a própria Infraestruturas de Portugal já tinha apresentado uma solução de prolongamento da Linha do Vouga até junto da estação de Espinho, em estilo de metro superfície, por forma a repor o interface com a Linha do Norte, que ali existiu até 2005. 


De resto, solução essa da qual somos defensores e que esperamos que acabe por ser a escolhida, pois é aquela que consideramos a mais realista e, como tal, a que apresenta maior garantia de concretização. 


O PNI2030 prevê a modernização de toda a extensão da Linha do Vouga mantendo a bitola métrica e o estudo de soluções para reposição da interface com a Linha do Norte em Espinho.

Para finalizar, a principal nota positiva descrita nestas notícias passa pelas afirmações do gabinete do ministério de Pinto Luz, que terá dado conta de que a beneficiação da Linha do Vouga é um processo "que está em curso e terá continuidade, como previsto no Plano Nacional de Investimentos 2030". Resumidamente, o PNI2030 prevê a modernização de toda a extensão da Linha do Vouga mantendo a bitola métrica e o estudo de soluções para a reposição da interface com a Linha do Norte, em Espinho. 


Notícia RR: https://rr.sapo.pt/noticia/pais/2024/09/04/governo-estuda-regresso-da-ligacao-entre-linha-do-vouga-e-linha-do-norte/392292/


Notícia JN: https://www.jn.pt/3321097665/decisao-do-governo-sobre-linha-do-vouga-anunciada-ate-outubro/


MCLV, 5 de setembro de 2024

sábado, 17 de agosto de 2024

Vouga em Movimento: Futuro da Linha do Vouga envolto em secretismo e as indecisões do Andante


O podcast Vouga em Movimento regressa para o segundo episódio da segunda temporada, tendo sido gravado na estação de São João da Madeira e no qual Bruno Soares, Mário Pereira e Vitor Gomes se juntam para debaterem a questão do suposto secretismo envolto na reunião entre os autarcas da AMTSM e o atual ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. Por fim, é abordada uma vez mais a dificuldade na implementação do sistema Andante na Linha do Vouga.


Pode ouvir também na seguinte plataforma:


Spotify: https://open.spotify.com/show/6FTlRpMAUje2mGSc5yh1Ct


MCLV, 17 de agosto de 2024

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